Produção Textual

2015.1
 
 
 
 
Projeto de Iniciação à docência na
 E.M. Governador Roberto Silveira


Projeto “English in action”

Por

Graziele de Oliveira Paiva
Fernanda Soares dos Santos de Barros
Luciano Lage Feitosa Filho
Thaís Gomes Fernandes Lindote












Nilópolis-Junho
2015.1



Objetivo
 
    Este projeto tem como objetivo oferecer atividades lúdicas (jogos, músicas, debates) aos alunos que participarem do reforço de Língua Inglesa. Pretendemos focar em assuntos que estejam relacionados com o cotidiano dos alunos para que eles desenvolvam interesse em participar das atividades propostas. Outro objetivo é fazer com que os alunos tenham um acesso mais amplo à Língua Inglesa por meio da língua (para aprimorá-la) e da cultura. 


Justificativa

            No período de observação das aulas, foi possível analisar o perfil de cada turma, e apesar de serem diferentes, de modo geral, percebe-se que os alunos são bastante falantes e têm um interesse em comum: o gosto por música e por jogos.
        Então, partindo desse princípio iremos realizar todas as atividades do Projeto Inglês em ação, incluindo alguma brincadeira e alguma música também.

 Metodologia

Utilizaremos atividades lúdicas para realizar os trabalhos, assuntos relacionados com o dia a dia do aluno para que as aulas se tornem mais interessantes para eles. As atividades estarão entrelaçadas com os conteúdos dados em sala de aula pela professora regente da turma.  
Ao final de cada aula utilizaremos a tática de responder as dúvidas na aula seguinte para manter os alunos curiosos e interessados acerca do conteúdo. 



     
Recursos

            Contamos com o uso da sala de aula, do quadro, cartazes e caixas de som.

O projeto teve início em Junho e, a princípio, irá durar até o final do ano letivo de 2015.

Cronograma

DATA
ATIVIDADE
MAIO
OBSERVAÇÃO DAS TURMAS
JUNHO
OBSERVAÇÃO DAS TURMAS/ INÍCIO DO ENGLISH IN ACTION
JULHO
RECESSO
AGOSTO
OBSERVAÇÃO DAS TURMAS /RETORNO DO ENGLISH IN ACTION
SETEMBRO
OBSERVAÇÃO DAS TURMAS / ENGLISH IN ACTION
OUTUBRO
OBSERVAÇÃO DAS TURMAS / ENGLISH IN ACTION
NOVEMBRO
OBSERVAÇÃO DAS TURMAS / ENGLISH IN ACTION
DEZEMBRO
ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES NA ESCOLA

Bibliografia
CHIN, Elizabeth Young. Keep in mind: 7o. Ano: língua estrangeira moderna: inglês/ Elizabeth Young Ching, Maria Lucia Zaorob. – São Paulo: Scipione, 2009. (Keep in mind). Inclui CD.
http://www.englishtown.com.br/





NICOLAIDES, C. S.; Tílio, Rogério. O material didático na promoção da aprendizagem autônoma de línguas por meio do letramento crítico. In: Paula Szundy; Júlio César Araújo; Christine Nicolaides; Kleber Aparecido da Silva. (Org.). Linguística Aplicada e Sociedade. 1aed. Campinas: Ponte, 2011, v. 1, p. 175-196.


O texto “O material didático na promoção da aprendizagem autônoma de línguas por meio do letramento crítico”, aborda a questão da utilização do material didático como uma ferramenta para estimular a autonomia de aprendizes de línguas, além de abordar os conceitos de autonomia e as dificuldades de implementar a autonomia.
Na primeira parte do texto é discutida a questão da complexidade de tirar da teoria e pôr em prática a autonomia no ensino de línguas, embora poucos professores discordem da implementação da autonomia, a dificuldade está relacionada ao sistema de ensino que é voltada e baseado na cultura do modelo transmissivo, ainda temos uma cultura muito presa a sala de aula em que o aluno é visto apenas como agente passivo, por isso muitos professores e alunos mesmo conhecendo a importância de se trabalhar a autonomia em sala, ainda não tiveram a chance de fazê-la, pois tendem a sofrer pressões do sistema educacional, que apresentar receio em relação à implementação da autonomia.
Na segunda parte do texto é discutido o que é preciso para um aluno se tornar autônomo e os conceitos de autonomia, apesar da escolha do material didático adequado ser importante, não é o material didático e as tarefas apropriadas que tornam um aluno mais autônomo, é preciso que haja vontade e habilidade para que ocorra a autonomia, é destacado também a importância e influência do contato com os colegas e professores em sala. O professor atua como um mediador nesse processo de atual, cabendo-lhe o papel de mostrar ao aprendiz novos caminhos, para que o aprendiz baseado em suas escolhas de aprendizagem aprenda gradualmente no seu ritmo e alcance a aprendizagem autônoma.
Para discutir melhor a questão da autonomia são destacados alguns conceitos sobre a definição de autonomia por alguns autores, como por exemplo, são apresentados os seguintes conceitos: “a habilidade de encarregar-se de sua própria aprendizagem” (Holec, 1981p. 3), “uma abordagem para a prática pedagógica” (Boud, 1988, p.1).

Através de conceitos como estes apresentados acima, são abordadas as formas como a autonomia contribui para o aprendizado, fazendo do aprendiz um pessoa com um melhor preparo para encarar desafios, pois a autonomia faz com que esses aprendiz obtenha um maior capacidade de escolha integrando esse conhecimento de uma melhor forma em sua vida pessoal, profissional,etc.







HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 10a ed. Rio de janeiro: dp&a; 2005.


CAPÍTULO 1: A IDENTIDADE EM QUESTÃO


O capítulo “A Identidade em questão”, do livro “A identidade cultural na pós-modernidade”, de Stuart Hall, aborda a questão da identidade cultural na sociedade atual, em meio a tantas mudanças no mundo moderno, o livro discute a questão da crise de identidade. O que seria essa crise de identidade? Quais fatores tem causado essa crise de identidade na sociedade?  Essas e outras perguntas ao longo do texto o autor desenvolve e nos mostra a importância de entender e analisar as mudanças na sociedade que levaram aos novos conceitos e percepções sobre as definições de identidades.
No texto, as linhas teóricas que sustentam a ideia de um suposto colapso das identidades sociais na atualidade, tem como argumento uma mudança estrutural, ou seja, para esses teóricos a fragmentação de diversas áreas da sociedade como questões culturais relacionadas à classe, gênero, sexualidade, etnia, etc; tem influenciado a crise de identidade dos indivíduos modernos, mudando também a concepção de identidade.
Para explicar essas questões melhor o autor aborda no texto três concepções de identidade relativas aos sujeitos no contexto social e cultural, mostrando como o conceito de identidade dos indivíduos foi mudando ao longo do tempo provocando assim a crise de identidade nos sujeitos modernos.
A primeira definição apresenta pelo autor é o sujeito do Iluminismo que é descrito como: “um indivíduo totalmente centrado, unificado, dotado das capacidades de razão, de consciência e de ação, cujo "centro" consistia num núcleo interior, que emergia pela primeira vez quando o sujeito nascia e com ele se desenvolvia, ainda que permanecendo essencialmente o mesmo-contínuo ou "idêntico" a ele”. (Stuart Hall 2005, p.10-11)
Logo após, o autor nos apresenta o conceito do sujeito sociológico que é definido através do seguinte conceito: “a identidade é formada na “interação” entre e a sociedade.A identidade nessa concepção preenche o espaço entre o "interior" e o exterior “entre o mundo pessoal e o mundo público.” (Stuart Hall 2005, p.11)
E para concluir, vemos a definição do sujeito pós-moderno, visto pelo seguinte conceito: “A identidade torna-se uma “celebração móvel”: formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam.” (Stuart Hall 2005, p.12-13)
Ao analisarmos todas essas definições de identidades ao longo do tempo desde do sujeito do Iluminismo até o sujeito pós- moderno, podemos perceber que a crise de identidade atual ocorre devido ao fato de que na sociedade moderna os sujeitos são movidos pelas mudanças e transformações, com o passar do tempo os indivíduos perderam aquela concepção do individuo como o centro voltada para as capacidades da razão em que a identidade do sujeito estava voltada apenas para o núcleo interior que era características dos sujeitos do Iluminismo.
 A partir do sujeito sociológico, os indivíduos começaram a entrar num processo de descentralização, não era mais apenas focado no núcleo interior, mas sim um transição entre o núcleo interior e exterior, a identidade era formada voltada para a interação entre individuo e sociedade, não demorou muito para chegar a crise de identidade, já que o sujeito moderno é formado por constantes transformações e mudanças, logo o processo de identificação das identidade culturais tornou-se algo mais problemático devido a tantas variações e instabilidades.




ESTARNECK.2013.DILEMAS. “A língua estrangeira na escola pública popular : Dilemas do contexto de ensino e da preparação de profissionais”

No artigo “A língua estrangeira na escola pública popular : Dilemas do contexto de ensino e da preparação de profissionais”, são apresentados os resultados da pesquisa do PROAPE( Programa de Apoio à Pesquisa e Extenso, no texto é abordada a questão do ensino da língua inglesa em escolas públicas, mostrando uma reflexão para o contexto do ensino nas escolas populares que atendem as camadas menos privilegiadas.
O texto toma como um dos pontos norteadores da pesquisa, o tema da inclusão e exclusão. Os grupos que estudam nas escolas populares não possuem o mesmo prestígio que os grupos que fazem parte da rede privada, as camadas menos favorecidas sofrem imposições de valores culturais e linguísticos da classe social que detêm o poder político e econômico.
Podemos perceber no contexto social o fato de que a uma exclusão social em relação aos grupos das escolas populares, pois essa imposição de valores que não os pertecem causa nos indivíduos o sentimento de exclusão e opressão e isso pode desestruturar a construção do conhecimento.
Ao terem os valores que fazem parte da sua formação descartados para impor novos que não os pertencem, isso não proporcionará uma construção de conhecimento com fundamentação estruturada para o entendimento e formação do conhecimento, pois o não recohecimento dos seus valores culturais e linguísticos proporciona nesses indivíduos uma frustação por conta da exclusão que pode acarretar no fracasso escolar.
A proposta apresentada no texto é a promoção da igualdade e construção do conhecimento com referências culturais diversificadas e justas para todos que se encontram ali dentro do âmbito escolar de ensino-aprendizagem.

Para isso é preciso que haja a compreensão de que é necessário conhecer a realidade do contexto de ensino, identificar os problemas e preparar os profissionais de ensino para lidar com esse desafio de levar a contextualização da aprendizagem agregando os valores dos alunos mostrando a importância e relevância daquele aprendizado no seu contexto social, com o intuito de alcançar uma formação de conhecimento mais justa para todos no âmbito escolar.


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